COROA

Coroa é a região em volta da nossa cabeça (em formato circular da testa, passando pela nuca e voltando para testa, bem como todo centro do nosso couro cabeludo e um pouco acima dele) que concentra toda sua energia espiritual dada por Oxalá e seus Orixás de cabeça (Frontal, Adjunto, Dianteiro, etc). É uma espécie de “drive”, “cérebro” ou “Chip” espiritual que vem acoplado junto a nossa encarnação ou reencarnação.


A coroa é um lugar tão sagrado e puro que cada um nasce com a sua e ao longo de nossas vidas ela vai sendo sujada ou mantida limpa conforme nossas atitudes em relação aos meios em que frequentamos. Um exemplo disso pode ser citado, por exemplo, através de uma pessoa que cumpre pena presidiária por ter matado alguém. Ninguém nasce com uma coroa suja pré-disposta a matar ou uma coroa limpa pré-disposta a ser uma pessoa exemplar sem pecado que faz estilo “puritano”.

Todos nós ganhamos a oportunidade de vir com uma coroa, com Orixás regentes (tornando-se Umbandista ou não, sendo médium ou não). Há inclusive estudiosos que defendem que os conteúdos de nossas vidas passadas são apagados da memória humana para podermos vir, viver, aprender e nos desenvolver. Os cuidados junto à coroa podem ser análogos aos cuidados com os dentes: eles podem ficar podres ou brancos e sadios dependendo das atitudes que você emite. Vamos a alguns cuidados, em especial, direcionados aos médiuns (sejam iniciantes ou veteranos na Umbanda) no que diz respeito a gestão da sua própria coroa.

A coroação é, sem dúvida nenhuma, uma demonstração de que o médium alcançou um nível aceitável em seu desenvolvimento, importante para um bom trabalho espiritual. Assim, o que o ritual representa é que depois de coroado o médium passa a ter uma responsabilidade ainda maior perante o seu trabalho e os seus guias, depois da coroação, o médium já está apto a servir de forma mais assentada as lições dos seus guias e protetores e, assim, seu compromisso de instrumentos dos orixás também se amplia.

Além disso, é graças a firmeza da coroação que o médium preparado pode participar de trabalhos mais pesados, ou seja, é um universo que não só é maior em termos de trabalho mas que, para nós filhos de santo, cresce proporcionalmente também o tipo de seriedade, cuidado e dedicação que temos ter com o que nos propomos a desenvolver.

Trata-se de um novo estágio que a pessoa alcança em sua evolução mediúnica. No dia da coroação, a entidade mentora daquele médium confirma que é seu orixá de frente (normalmente ela já o fez antes da coroação). Cada casa tem seu protocolo nesse dia, mas basicamente, a consagração se dá justamente para esse momento de confirmação de coroa mediúnica, daí o nome do ritual. Em seguida, ela revela a falange em que trabalha, ao trazer o caboclo protetor, responsável pelo desenvolvimento mediúnico do filho de santo. E claro, tudo acontece diante do mentor da casa que é quem atesta o ocorrido.

Assim, o médium coroado torna-se apto a participar dos trabalhos que exigem um maior conhecimento e principalmente um melhor entrelaçamento com suas entidades espirituais. Aí, sob um cântico apropriado para a ocasião, se consagram todos os caboclos que estão em terra e que são simbolicamente coroados, junto com seus filhos de fé!! E que dançando e bradando, confirmam o novo degrau que a corrente inteira dos médiuns da casa alcançaram juntas, após este momento. O mais importante é, neste momento, a conscientização de cada médium do significado desse ritual. E que ele não deve perder jamais a consciência de que a humildade deve prevalecer sobre qualquer etapa do seu desenvolvimento; já que, daquela coroação em diante, suas responsabilidades serão ainda maiores!!!



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