GUIAS | A PROTEÇÃO DO MÉDIUM

Por Nádia de Iansã


 


A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação, ou um elo mais firme entre a Corrente de Vibração do Astral Cósmico e a Corrente de Vibração material dos médiuns.

Usam-se somente produtos naturais como : sementes, pedras, conchas, pedras preciosas e semipreciosas (mesmo que lapidadas), cristais e outros. Jamais se usa plástico ou outro produto artificial.

As guias consideradas como reais, são aquelas denominadas "naturais", que são oriundas de elementos minerais (cristais de rocha), ou vegetais, favas, como lágrima de Nossa Senhora, caules de arruda, guiné, jasmim, frutos e sementes vários ou ainda, oriundos de animais aquáticos, como conchas, corais, búzios, etc. Essas contêm forças e energias condensadas que são responsáveis pela formação de campos elétricos positivos e magnéticos negativos, dando como resultado forças atrativas ou repulsivas ( de neutralização de cargas), protegendo o médium contra atuação de quiumbas ou das criaturas que não conseguem ver a Entidade e mentalizam o médium, enviando-lhe assim, as mais diferentes vibrações. As guias, são para defesa do médium e não da Entidade Espiritual, pois esta não tem nenhuma necessidade para si.

As cores das guias, também são definidas pelos próprios Guias, já que as cores também traduzem o teor vibratório de tudo o que existe no universo. Conforme a definição de W. W. da MATTA E SILVA, no Livro "Umbanda de Todos Nós", a "guia" é uma espécie de colar de uso na Umbanda, sendo um objeto no qual os Guias e Protetores imantam certas e determinadas forças, para servirem de instrumentos em ocasiões precisas.

A Guia é então, uma das muitas ferramentas utilizadas pelo médium que serve como "defesa" deste que, muitas vezes, se vê obrigado a entrar em contato com coisas às quais ele não poderia suportar, servindo ainda para a Entidade quando é utilizada para fixar forças e eliminar cargas negativas pela Magia apropriada pela qual foi preparada.




Usa-se metal apenas quando o Guia Espiritual ou Orixá pede.




Usam-se peles, partes de animais (dentes, guizos, unhas, etc) sempre em harmonia com a entidade a quem se oferta a guia.




As contas, sementes e outras peças devem formar múltiplos de 3, 7 ou 9 (de acordo com as orientações do Terreiro)


Geralmente elas são preparadas por solicitação das Entidades (e de acordo com a vibração de cada uma) que pede que a confecção da referida Guia seja feita de um determinado jeito.

A Guia não deve ser feita porque o médium acha que deve ter uma para sua proteção. Quem determina se ele deve ter ou não uma Guia e de que maneira ela deve ser, são sempre as Entidades Atuantes da Casa.

Queremos ainda lembrar, que como todo o ato de Magia dentro da Umbanda, a compra, o preparo, ou o que o "Guia" pedir para a confecção da mesma, deve ser feito pelo interessado que tem que apresentar pelo menos um mínimo de interesse por sua proteção, sendo que quando você for presenteado com uma, não precisa repor; mas, quando for solicitada a sua reposição, não se esqueça de fazê-lo. Não precisa pressa, não; mas a devolução é um meio pelo qual a Entidade tem certeza de que você ao menos tem interesse pelo "teu caso" e respeita o que o Caboclo ou Preto-Velho falou.


Toda guia deve ser cruzada pelo chefe de terreiro, seja pela Mãe/Pai de Santo ou pelos Guias Espirituais Chefes de seu terreiro.

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