PONTO RISCADO


Pontos riscados são desenhos que as entidades fazem para demonstrar as suas características, é a verdadeira identidade do Guia, é a sua assinatura.

Pode-se notar nos pontos a qual linha eles pertencem, a qual Orixá dirigem-se hierarquicamente e em que área da natureza ou ambiente praticam seus trabalhos.

O instrumento normalmente utilizado para o desenho do ponto é a Pemba, que vem a ser um tipo de giz branco ou colorido, especialmente utilizado para este fim.


O ponto pode ser riscado para diversas finalidades:

· Pela entidade, no momento da sua chegada para demonstração de que ela é verdadeira e tem plena condição de trabalho,

· Por algum representante do corpo mediúnico da casa na intenção de marcar ou posicionar um ponto de atração de determinada entidade/divindade.

· Pode também ser desenhado com um lápis pelo Cambono ou mesmo pelo consulente se assim a entidade determinar, para que seja utilizado como um instrumento de defesa ou proteção.


O ponto necessariamente não será sempre o mesmo. A entidade poderá, em trabalhos específicos, riscar outro ponto que não o seu, no sentido de somar outras forças às suas próprias na intenção de que o trabalho caritativo seja mais eficiente. Nestes casos, normalmente, já fora riscado anteriormente o ponto particular da entidade.

Podemos também para nossa defesa, em momentos de angústia ou dificuldades, lançarmos mão dos pontos das entidades em quem confiamos ou mesmo os pontos de qualquer um dos Orixás. É óbvio que não sendo a própria entidade que o riscou, o seu poder mágico vai depender muito da nossa fé e da nossa intenção.

Fiz questão de fazer esta ressalva, porque acredito piamente que a fé remove mesmo montanhas, e ao utilizarmos qualquer coisa que nos remeta à intenção de nossas entidades, tenho certeza de que elas nos ouvem e fazem de tudo para nos ajudar.

No entanto é preciso que se tenha bem em mente que o uso descontrolado, ou seja, o mau uso de qualquer dos apetrechos relacionados à espiritualidade, com certeza nos trarão sérios problemas, pois não há dúvidas que suas manipulações influenciam o meio espiritual de alguma forma e se não temos a proteção nem mesmo de nossa boa vontade e de bons sentimentos, poderemos vir a sofrer vários reveses, não por maldade ou punição das nossas entidades, mas pela nossa própria culpa, ao permitir aproximarem-se de nós, energias que não sabemos controlar.


Os Pontos riscados aliados aos Pontos cantados são, na maioria das vezes, os instrumentos que os Zeladores utilizam no sentido de se certificarem da verdadeira identidade da entidade e da sua capacidade de utilizar aquela matéria para a prática da caridade.

Existem publicações acerca de pontos riscados, no entanto devemos entender que tais pontos podem até mesmo serem usados pessoalmente, como já foi dito, por quem naquela entidade tenha fé ou simpatia.

Entretanto, de maneira alguma, poderão servir de base para determinar ou negar a identidade de outra entidade homônima que tenha riscado seu ponto de maneira diferente.


Quando se risca um ponto, em primeiro momento risca-se todo seu conteúdo, somente depois se fecha o circulo em torno dos objetos desenhados, pois se fizer o contrário, fechando primeiro o circulo, os objetos internos não terão valor, pois terão perdido a magia.

Há cerca de 17 pontos riscados para cada entidade, o que os diferencia é o símbolo que vai representa-lo, a força em que a entidade vai atuar.


O ponto é magístico quando tem uma função específica, quando deseja uma mudança exterior. Os pontos podem ser de:

· Trabalho

· Nome

· Firmeza

· Fundamento

· Defesa


Um gráfico é diferente de outro, exemplificando: o gráfico de evocação é diferente do gráfico de nome.


Devemos levantar (apagar) os pontos riscados, sempre após ter sido a vela totalmente consumida, seguindo o seguinte critério:

Pontos de Exus – com pinga

Pontos de Pombogiras – com champanhe

Pontos de Entidades da Direita – com água


Devemos usar preferencialmente uma vela branca para iluminar e volatilizar o ponto.

A diferença da cor da vela é apenas para expandir ou agregar.

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